18 Janeiro 2011

e não tive irmãos

... nem irmãs. O mais próximo que tive dessa ligação fraterna foi um primo, que ainda o é. E tive amigos. Alguns ainda o são, outros não.
Mas nunca senti falta de um irmão ou de uma irmã. Aprendi a viver assim e nunca poderei sentir falta de algo que desconheço.

Hoje, olho para as minhas duas filhas e é um mundo novo para mim. É fantástico assistir à ligação que se cria entre irmãs desde tão tenra idade. A Filipa é obcecada pela Gabriela. A Gabriela adora a irmã e manifesta-o através de constantes gestos de carinho e de protecção. As duas já têm uma forma de comunicar muito própria, cheia de códigos indecifráveis para quem assiste e ao mesmo tempo básicos quando se conhece a linguagem do amor.

E é isto: o amor entre irmãos. Não sei falar dele na primeira pessoa. Apenas através das minhas flores. E, tanto quanto posso constatar, é puro como o sangue que lhes corre nas veias. Mesmo que este não seja exactamente o mesmo. Não é uma questão de genética, isto de se ser irmão; é uma forma de viver e de amar. E é lindo!

1 risco(s):

MF disse...

E crescem... tão rápido :P